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Economia

Casas Bahia solicita recuperação judicial com dívida de R$ 17,3 bilhões

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Fachada de uma loja Casas Bahia com clientes entrando.

O Grupo Casas Bahia, uma das maiores redes de varejo do Brasil, entrou com um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo em 17 de agosto de 2026. A empresa enfrenta uma dívida total de R$ 17,3 bilhões. Essa decisão reflete uma série de desafios, incluindo juros elevados, crédito restrito e uma forte concorrência no setor.

A dívida declarada pelo grupo é composta por R$ 16,4 bilhões de credores quirografários, R$ 754 milhões de credores trabalhistas e R$ 154 milhões relacionados a microempresas e empresas de pequeno porte.

A situação financeira da Casas Bahia se deteriorou significativamente, especialmente após a elevação da taxa Selic, que chegou a 2% ao ano entre o fim de 2020 e o início de 2021. Desde então, a taxa aumentou, pressionando ainda mais a estrutura financeira da varejista. No segundo trimestre de 2026, o grupo registrou um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões, um aumento drástico em relação ao prejuízo de R$ 555 milhões no mesmo período do ano anterior. Esse rombo foi atribuído a cerca de R$ 9,1 bilhões em efeitos não recorrentes ligados ao redimensionamento da companhia, parte da chamada “fase 2” de seu plano de transformação.

Como parte das medidas para enfrentar a crise, o Grupo Casas Bahia demitiu aproximadamente 3 mil funcionários de um total de 30.117 trabalhadores e planeja o fechamento de quase 300 lojas. Essa reestruturação é uma tentativa de ajustar a operação da empresa em um ambiente de consumo cada vez mais desafiador. Os consumidores estão mais endividados e mudaram seus padrões de consumo, incluindo um aumento nos gastos com apostas esportivas, um fator que a própria empresa apontou como pressão sobre as vendas tradicionais.

O pedido de recuperação judicial inclui cerca de dez empresas da holding, entre elas a dona das marcas Casas Bahia e Ponto Frio, o e-commerce Extra.com, a fabricante de móveis Bartira e subsidiárias de logística e tecnologia. A crise de endividamento do grupo é evidenciada pelo fato de que a recuperação judicial envolve aproximadamente 19,4 mil credores quirografários.

A recuperação judicial da Casas Bahia não é apenas uma resposta imediata ao prejuízo recorde, mas parte de um processo de reestruturação mais amplo. Esse processo já havia sido iniciado com uma recuperação extrajudicial concluída em abril de 2024, onde R$ 4,8 bilhões em dívidas financeiras foram reestruturadas. O processo de recuperação judicial ainda depende de uma decisão do juiz sobre o deferimento do processamento; até essa decisão, não há confirmação oficial de que o caso foi aberto nem de suspensão efetiva das cobranças.

A situação do Grupo Casas Bahia reflete os desafios enfrentados por grandes redes varejistas em um mercado cada vez mais competitivo e pressionado por fatores econômicos adversos. A empresa busca proteção contra a cobrança das dívidas e, se o pedido for aprovado, a cobrança e o pagamento dos débitos ficarão suspensos por 180 dias, prorrogáveis por mais 180 dias. A recuperação judicial do grupo é um dos processos mais relevantes de reorganização empresarial do varejo brasileiro nos últimos anos, destacando a fragilidade do setor diante de um cenário econômico instável.

Esta notícia foi reescrita com apoio de inteligência artificial a partir de conteúdo publicado em terra.com.br.

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