ICE planeja adquirir luvas elétricas para operações de imigração
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O ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA) anunciou planos controversos para adquirir luvas que aplicam choques elétricos, com um investimento de até US$ 20 milhões. A aquisição dos dispositivos, conhecidos como G.L.O.V.E., está prevista para ser concluída até março de 2026. Fabricadas pela Compliant Technologies LLC, essas luvas têm gerado preocupações significativas sobre seu uso em operações de imigração nos Estados Unidos.
Essas luvas funcionam como qualquer outro par de luvas até que um botão seja pressionado. Quando ativadas, provocam um estímulo doloroso ao serem aplicadas diretamente sobre a pele. John Peters, um dos defensores da tecnologia, comparou a sensação a uma "picada de abelha", afirmando que "é imediato e agudo, e vai distrair você". Ele também destacou que, em situações de resistência, "esta certamente é uma ferramenta eficaz".
No entanto, defensores dos direitos civis, como Jenn Rolnick Borchetta, expressaram sérias preocupações sobre o potencial uso inadequado das luvas pelos agentes do ICE. Borchetta alertou que "o ICE passou o último ano mostrando a este país que é rápido demais para recorrer à força" e que a introdução de dispositivos que podem causar dor com um simples toque "é uma receita para causar danos ao público". Ela enfatizou que as luvas não devem ser usadas como punição em casos de desobediência verbal.
Para utilizar os dispositivos, os agentes do ICE devem completar um curso e obter certificação a cada dois anos. Essa exigência visa garantir um uso responsável da tecnologia, que já foi testada em prisões e durante transportes de detentos.
O plano do ICE levanta questões importantes sobre a aplicação da força e a supervisão no uso de novas tecnologias em operações de imigração. À medida que a discussão sobre direitos civis e o uso de força por autoridades continua, a implementação dessas luvas poderá intensificar o debate sobre a ética e a eficácia das práticas de imigração nos Estados Unidos.
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