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Política

Campanha eleitoral de 2026 arranca com Lula no ABC e Flávio em Copacabana

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Candidatos à Presidência durante o lançamento de suas campanhas em locais icônicos do Brasil.

A campanha eleitoral para 2026 começa oficialmente neste domingo, 16 de agosto. Candidatos à Presidência agora podem pedir votos explicitamente, realizar comícios, distribuir material gráfico e fazer propaganda na internet. Novas regras entram em vigor.

Os principais nomes da disputa escolheram locais que marcam suas trajetórias políticas para o pontapé inicial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inicia a campanha em São Bernardo do Campo, na região do ABC paulista, onde começou a carreira como sindicalista. O evento está marcado para as 9h no estádio Primeiro de Maio, na Vila Euclides.

Ali, em 1º de maio de 1979, Lula discursou durante as greves de trabalhadores metalúrgicos do ABC — movimento que o projetou nacionalmente. Durante o ato, será lançada também a candidatura do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo.

Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, dará início à campanha às 10h em Copacabana, no Rio de Janeiro. Ele foi deputado estadual por quatro mandatos no estado e eleito senador. A escolha do local não é casual: Copacabana foi palco de diversos atos políticos organizados por Jair Bolsonaro, incluindo a celebração do Bicentenário da Independência em 2022.

A praia carioca também foi marcada por manifestações bolsonaristas pedindo anistia aos presos do 8 de Janeiro e libertação do ex-mandatário. Nas eleições passadas, Jair Bolsonaro escolheu Juiz de Fora (MG) para dar início à campanha, cidade onde em 2018 levou uma facada. Flávio Bolsonaro estará em Juiz de Fora na segunda-feira.

Renan Santos (Missão) lançará sua campanha na faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo, onde cursou graduação sem se formar. Ronaldo Caiado (PSD) estará em Goiás, estado que governou por dois mandatos.

Caiado fará uma carreata percorrendo cidades goianas. A programação começa às 8h e termina com discurso em Luziânia. O percurso inclui: 8h em Águas Lindas de Goiás (Mercadão Goiano), 10h em Santo Antônio do Descoberto (Sindicato Rural), 11h30 em Novo Gama (Lago Azul), 13h em Valparaíso (terminal das vans, Setor Céu Azul), 14h30 em Cidade Ocidental (Balão da Santa), e 16h o Grande Encontro na Chácara Sorgatto (Av. 6, Centro, Luziânia).

Romeu Zema (Novo), eleito e reeleito governador de Minas Gerais, começará a campanha em Montes Claros (MG). Zema participará de missa às 8h30 na Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São José, seguida de caminhada pelo centro da cidade e entrevista coletiva.

Com o início oficial da campanha, candidatos agora podem pedir votos. Realizar comícios, caminhadas, passeatas e carreatas. Distribuir material gráfico, usar alto-falantes e amplificadores de som dentro dos limites legais, fazer anúncios pagos em jornais e propaganda na internet.

Caminhadas, carreatas, passeatas e distribuição de material gráfico podem ocorrer até 22h da véspera do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Alto-falantes e amplificadores podem funcionar até a véspera do primeiro turno, entre 8h e 22h, respeitando distância mínima de 200 metros de sedes dos Poderes, tribunais, quartéis, hospitais, escolas, bibliotecas públicas, igrejas e teatros.

O impulsionamento de conteúdo na internet pode ocorrer até 1º de outubro. Se houver segundo turno, a campanha é retomada e segue até a véspera da nova votação, marcada para 25 de outubro.

Redes sociais: o que pode e o que não pode

Nas redes sociais, as regras estabelecem o que é permitido e o que é proibido. É permitido pedir votos, publicar conteúdos de campanha, fazer lives, contratar impulsionamento para promover a própria candidatura e utilizar inteligência artificial em determinadas situações com transparência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Não é permitido impulsionar propaganda negativa. Pagar influenciadores para publicações político-eleitorais. Promover “campeonato de cortes”. Publicar conteúdos sintéticos de IA com imagem ou voz de candidatos nas 72 horas antes e 24 horas após a votação. Nem realizar enquetes eleitorais.

A propaganda eleitoral gratuita na TV e no rádio, que historicamente tem grande peso nas campanhas brasileiras, começará apenas em 28 de agosto — doze dias após o início da campanha nas ruas e na internet. Esse formato de propaganda segue sendo uma das principais ferramentas de comunicação dos candidatos com o eleitorado, especialmente em um país de dimensões continentais como o Brasil.

O calendário eleitoral estabelece prazos específicos para cada tipo de propaganda. A propaganda nas ruas e na internet está liberada de 16 de agosto até 1º de outubro, incluindo circulação paga ou impulsionada de conteúdos digitais nesse período.

O horário eleitoral gratuito em rádio e TV vai de 28 de agosto até 1º de outubro no primeiro turno, com previsão de novo período de 9 a 23 de outubro em caso de segundo turno. Entre 16 de agosto e 2 de outubro, está autorizada a divulgação paga de propaganda eleitoral na imprensa escrita, com reprodução na internet do jornal impresso, dentro dos limites legais.

O TSE determinou que lives de candidatos, mesmo sem menção explícita às eleições, passam a ser consideradas ato de campanha eleitoral a partir de 16 de agosto, se tiverem caráter de promoção pessoal ou de mandato.

Inteligência artificial e propaganda negativa

A legislação de 2026 permite o uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral, desde que haja identificação clara de que se trata de conteúdo gerado ou manipulado por IA e observância das regras de transparência do TSE. Mas é proibido impulsionar propaganda eleitoral negativa nas redes, como conteúdos pagos que tenham por objetivo atacar adversários ou pedir explicitamente que eleitores não votem em determinada candidatura.

Nas 72 horas anteriores e nas 24 horas seguintes à votação, é vedada a publicação, republicação ou impulsionamento de novos conteúdos sintéticos gerados por IA que usem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou pessoas públicas.

Comícios com aparelhagem de som fixa são permitidos das 8h à meia-noite; apenas o comício de encerramento da campanha pode se estender por mais duas horas além desse limite. Perfis de empresas, sites de pessoas jurídicas, páginas corporativas e canais institucionais não podem realizar propaganda eleitoral, mesmo que gratuita, nas eleições de 2026.

Está proibida a fixação de qualquer tipo de propaganda eleitoral em bens públicos, jardins, árvores, muros e cercas, reforçando a vedação a materiais colados ou pintados em espaços públicos. A distribuição de panfletos, adesivos e folhetos está liberada a partir de 16 de agosto, mas os materiais impressos devem trazer identificação do responsável e não podem ser utilizados para provocar sujeira nas ruas, como no caso dos “santinhos”.

Antes de 16 de agosto, só era permitida a chamada propaganda intrapartidária, voltada para escolha de candidaturas dentro dos partidos, com vedação ao uso de rádio, TV e outdoors para esse tipo de divulgação. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro. Eventual segundo turno para 25 de outubro.

Esta notícia foi produzida com apoio de inteligência artificial, cruzando informações de: g1.globo.com, radiopampa.com.br, cnnbrasil.com.br.

Tags

  • eleições 2026
  • campanha eleitoral
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  • flávio bolsonaro
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