PF mira Cláudio Castro em nova fase de operação sobre fraudes ambientais no Rio
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A Polícia Federal cumpriu na sexta-feira (14) 16 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro. Alvo principal: o ex-governador Cláudio Castro (PL). A segunda fase da Operação Sem Refino apura fraudes na concessão de licenças ambientais à refinaria Refit e esquemas de lavagem de capitais. Castro já havia sido alvo da primeira etapa, deflagrada em maio.
Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal. A operação está vinculada à ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que determinou investigações sobre grupos criminosos no Rio e suas conexões com agentes públicos.
Entre os alvos estão Bernardo Rossi, ex-secretário de Meio Ambiente e candidato a deputado federal pelo União Brasil, segundo o SBT News. Também foi alvo José Mauro Junior, ex-secretário de Transformação Digital — identificado pelo SBT News como José Mauro de Farias Junior. A CNN Brasil informou que a operação mirou ainda Antonio Carlos Santos (Pipo), Luiz Fernando Gomes, Mauricio Leite e Ana Carolina Miranda.
Um dos mandados foi cumprido em uma casa em Petrópolis, na Região Serrana, investigada como sede de negociações fraudulentas, segundo a CNN Brasil. O SBT News reportou que agentes cumpriram mandados em uma casa de luxo ligada a Castro na mesma cidade.
O advogado Carlo Luchione, que representa o ex-governador, contestou a informação. Castro não possui casa em Petrópolis nem em outros municípios da Serra, segundo o defensor. Ele rescindiu o contrato de aluguel do imóvel que ocupava na região após deixar o governo. Não houve busca na residência atual de Castro nem em seu escritório de advocacia, afirmou Luchione.
O advogado disse que ainda não teve acesso ao processo. Já solicitou vista dos autos. A CNN tentou contato com a defesa do ex-governador, mas não obteve retorno. O SBT News acionou as defesas de Bernardo Rossi e José Mauro Junior. Sem resposta. O Poder360 procurou Cláudio Castro e a Refit. Nenhum retorno até a publicação.
A Operação Sem Refino investiga a atuação de um conglomerado econômico do ramo de combustíveis, suspeito de usar estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior, segundo a CNN Brasil. A apuração envolve agentes públicos que atuaram na Secretaria de Meio Ambiente e na Secretaria de Transformação Digital do Estado.
De acordo com o SBT News, a Polícia Federal afirma que o ex-governador teria contribuído para a manutenção do esquema ligado à Refit. Teria utilizado mecanismos de ocultação e lavagem patrimonial. A ação investiga suspeitas de gestão fraudulenta e temerária, lavagem de capitais, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado e crimes contra a ordem econômica relacionados à comercialização de combustíveis.
O Poder360 informou que a PF investiga fraude na concessão de licenças ambientais em desacordo com diretrizes de órgãos técnicos. Segundo o R7, a investigação mira fraudes na concessão de licenças ligadas à refinaria Refit e suspeitas de lavagem de capitais.
Na primeira fase da operação, deflagrada em maio, o empresário Ricardo Magro, dono da refinaria, foi alvo de mandado de prisão, segundo o SBT News. Magro morou nos Estados Unidos nos últimos anos. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos e a suspensão das atividades de empresas investigadas, segundo o G1. Magro foi identificado como o maior devedor tributário do país em referências jornalísticas sobre o caso.
Além de Castro e Magro, a primeira fase atingiu ex-secretários estaduais, um ex-procurador-geral, um ex-presidente do Inea, um desembargador e um policial civil, segundo a CNN Brasil. O esquema envolve núcleos político, administrativo e empresarial. Em maio, a PF apurou fraudes fiscais, evasão de recursos públicos e favorecimento ilegal ao Grupo Refit, informou o G1.
Esta notícia foi produzida com apoio de inteligência artificial, cruzando informações de: cnnbrasil.com.br, sbtnews.sbt.com.br, poder360.com.br.


