Entenda a Doutrina Monroe e sua influência nas Américas segundo os EUA
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Em um vídeo divulgado recentemente, o Departamento de Estado dos Estados Unidos mencionou a operação que resultou na captura do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro em 3 de janeiro, como um exemplo contemporâneo da Doutrina Monroe em ação no continente americano.
A gravação enfatizou que essa ação enviou um "forte sinal a todo o hemisfério". Maduro foi extraditado para os Estados Unidos, onde enfrenta acusações de narcoterrorismo e encontra-se atualmente preso em uma penitenciária em Nova York.
O que é a Doutrina Monroe?
Estabelecida em 1823 pelo presidente James Monroe, a Doutrina Monroe foi formulada como uma política de defesa dos interesses dos Estados Unidos, limitando a interferência de potências europeias no continente americano.
A ideia central da doutrina era o conceito de “América para os americanos”, com o objetivo de impedir que as nações europeias recuperassem influência sobre as nações do continente. Em contrapartida, os EUA prometeram não intervir nas questões internas das colônias europeias ainda existentes nas Américas.
"A Doutrina Monroe moldou a política externa dos EUA por mais de dois séculos. O domínio americano no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionado", afirmava a legenda do vídeo publicado.
A captura de Maduro foi apresentada como parte dessa política, ressaltando que a doutrina continua a ser a "pedra angular" da estratégia americana na região.
A nova abordagem sob a administração Trump
No final do ano passado, o governo de Donald Trump lançou uma nova estratégia de segurança nacional, que incluía a intenção de retomar a influência dos EUA nas Américas para conter o avanço de potências de outros continentes.
"Depois de anos de abandono, os Estados Unidos reafirmarão e aplicarão a Doutrina Monroe para restaurar a proeminência americana no hemisfério ocidental", dizia o documento.
Esta nova fase da política externa americana foi referida pelo jornal The New York Times como "Doutrina Donroe", uma mescla dos nomes Donald e Monroe.
O documento delineia uma estratégia militar na América Latina baseada em três pilares principais:
- expandir a presença da Guarda Costeira e da Marinha para controlar rotas marítimas, combater a imigração ilegal e reduzir o tráfico de drogas e pessoas;
- reforçar a segurança das fronteiras e intensificar o combate aos cartéis de drogas, incluindo o uso de força letal quando necessário;
- estabelecer ou aumentar o acesso dos EUA a locais estratégicos na região.
A estratégia também menciona que os EUA pretendem "reafirmar e aplicar a Doutrina Monroe para restaurar a predominância americana no Hemisfério Ocidental", com um foco especial no combate ao avanço da China na região.
Intervenções e omissões históricas
No vídeo, o Departamento de Estado revisita episódios históricos da atuação americana na América Latina. Um dos casos destacados é a independência do Panamá, em 1903, quando os EUA apoiaram a separação do país da Colômbia e garantiram um acordo para a construção e operação do Canal do Panamá.
Outro evento mencionado é a crise dos mísseis em Cuba, em 1962, quando o presidente John F. Kennedy invocou a Doutrina Monroe após a descoberta de mísseis soviéticos na ilha. No entanto, o histórico apresentado omite intervenções que levaram diversas nações da região a regimes ditatoriais durante o século 20.
O presidente dos EUA, Donald Trump, foi destacado em um evento recente, onde assinou uma ordem executiva sobre vacinação, demonstrando seu envolvimento ativo nas políticas atuais do país.
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