Pentágono troca porta-aviões após 240 dias no mar e tentativas de tripulantes pularem na água
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O Pentágono decidiu substituir o porta-aviões USS Abraham Lincoln pelo USS George Washington. A troca acontece depois de mais de 240 dias consecutivos de operação no Oriente Médio. Relatos apontam crise de saúde mental na tripulação, tentativas de marinheiros pularem no mar e problemas graves de abastecimento a bordo.
O Abraham Lincoln partiu de San Diego em 21 de novembro de 2025. A missão original no Pacífico deveria durar sete meses. Em janeiro de 2026, o porta-aviões foi redirecionado para o Oriente Médio por causa da escalada de tensões com o Irã. A guerra começou em 28 de fevereiro. O navio nunca voltou.
Cerca de cinco mil tripulantes estão a bordo. A extensão da missão começou a gerar consequências graves. Veículos especializados em cobertura militar — Stars and Stripes e Navy Times — relataram múltiplas tentativas de membros da tripulação de pular no mar. Ao menos três militares tentaram e foram detidos por outros marinheiros. Um marinheiro efetivamente caiu no mar e foi resgatado, mas as circunstâncias da queda não ficaram claras.
As condições de vida a bordo se deterioraram. O senador democrata Richard Blumenthal enviou carta ao secretário de Defesa Pete Hegseth descrevendo “relatos generalizados de escassez de itens básicos, contaminação da água, problemas de encanamento, deterioração da saúde mental e preocupações com a segurança no convés”. Informações sobre falta de alimentos surgiram em abril, embora a Marinha tenha classificado os relatos como falsos.
Interrupções no sistema postal fizeram com que muitos pacotes enviados ao navio ficassem perdidos durante meses no trajeto. O isolamento aumentou. As operações militares afetaram centros de abastecimento utilizados pelos Estados Unidos no Oriente Médio. Alimentos passaram a ter prioridade, seguidos por itens de higiene.
Ao menos cinco congressistas democratas demandaram publicamente que o Departamento de Defesa se posicione sobre o tema. A pressão política aumentou à medida que relatos de familiares de tripulantes começaram a circular, descrevendo condições de esgotamento extremo e preocupações com a saúde mental dos marinheiros.
Pete Hegseth contestou os relatos durante visita ao Panamá. “Garantimos que cada navio, cada tripulação e cada capitão tenham tudo o que podemos oferecer a qualquer momento”, afirmou o secretário de Defesa. “Algumas missões são mais longas do que outras, e tenho o maior respeito e gratidão por esses marinheiros. O que eles fazem em alto-mar, nessas condições adversas e com menos escalas em portos, é incrível.”
A Marinha afirmou oficialmente que não registrou aumento de pensamentos ou tentativas de suicídio a bordo.
Uma autoridade dos EUA disse à CNN que a substituição do Abraham Lincoln pelo George Washington já estava planejada. Mas a decisão de acelerar a troca ocorre em meio à crescente pressão pública e política sobre as condições da tripulação.
O USS George Washington concluiu uma visita ao porto do Vietnã em 5 de agosto. O navio deixou Da Nang na semana passada. Foi visto atravessando o Estreito de Singapura, acompanhado por um cruzador e um destróier. A expectativa é que chegue ao Oriente Médio em breve para permitir que o Abraham Lincoln e sua tripulação retornem aos Estados Unidos.
O caso não é isolado. O USS Gerald R. Ford retornou aos Estados Unidos em maio após 11 meses de missão, período em que participou das operações contra o Irã e enfrentou um incêndio. A extensão das missões de porta-aviões na região reflete a intensidade das operações militares americanas no Oriente Médio.
O Pentágono sustenta que pretende concluir a substituição e permitir o retorno da tripulação do Lincoln o mais rapidamente possível. A Marinha mantém a posição de que as condições a bordo são adequadas e que há acesso a profissionais médicos, de saúde mental e capelães, além de água potável e refeições saudáveis. A divergência entre os relatos oficiais e os testemunhos de familiares e veículos especializados continua alimentando o debate sobre as reais condições enfrentadas pelos marinheiros durante os mais de 240 dias consecutivos em operação.
Esta notícia foi produzida com apoio de inteligência artificial, cruzando informações de: cnnbrasil.com.br, g1.globo.com, jovempan.com.br.


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