Israel alertou EUA sobre planos do Irã para matar Trump — incluindo ataque ao Air Force One
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Israel transmitiu diversos alertas aos Estados Unidos ao longo do último ano sobre planos do Irã para assassinar o presidente Donald Trump. Os cenários incluíam franco-atiradores, facas e até mísseis portáteis contra o Air Force One. A CIA e autoridades turcas não conseguiram confirmar as ameaças específicas. Mesmo assim, a Casa Branca e o Serviço Secreto adotaram medidas extremas de segurança — como a troca secreta de aeronave na Turquia. Os alertas pesaram na decisão americana de lançar uma campanha militar contra o Irã em fevereiro de 2026.
As informações começaram a circular antes da guerra de 12 dias em junho de 2025. Intensificaram-se antes da decisão americana de entrar em guerra com o Irã em fevereiro de 2026. Os alertas israelenses incluíam cenários de ataque com franco-atirador, uso de facas em eventos públicos e a possibilidade de um míssil lançado do ombro contra o Air Force One. Esses informes foram encaminhados tanto às agências de inteligência dos EUA quanto diretamente a altos funcionários da Casa Branca.
Autoridades israelenses transmitiram os alertas às agências de inteligência americanas. Em alguns casos, diretamente a altos funcionários da Casa Branca. Os cenários mapeados por inteligência estrangeira incluíam desde a ação de atiradores de elite e recrutamento de infiltrados com armas brancas em eventos públicos até um plano altamente sofisticado com míssil lançado do ombro.
Alerta sobre míssil portátil em Ancara
O alerta mais detalhado ocorreu antes da cúpula da Otan em Ancara, em julho. Indicava que o Irã poderia tentar matar Trump com um míssil portátil enquanto ele viajava no Air Force One. A CIA avaliou como de "baixa confiança" as informações fornecidas por Israel sobre um plano iraniano para derrubar o Air Force One com um míssil portátil quando Trump deixava a cúpula da Otan em Ancara. Essa avaliação foi compartilhada com a Casa Branca antes da troca secreta de aeronave na Turquia.
Apesar da falta de verificação, a Casa Branca e o Serviço Secreto tomaram medidas de segurança por precaução. A operação de dissimulação durante a viagem à Turquia envolveu a transferência de Trump do Air Force One para outra aeronave. Em solo turco, Trump foi transferido de forma totalmente sigilosa para outra aeronave.
A CIA não conseguiu corroborar algumas das ameaças específicas contra Trump compartilhadas pela inteligência israelense. Segundo um funcionário americano em exercício e dois ex-funcionários, os alertas de Israel não puderam ser verificados de forma independente. Ao longo de 2025 e início de 2026, a CIA não conseguiu verificar de forma independente vários alertas israelenses sobre possíveis complôs iranianos para assassinar Trump, mantendo avaliações de "baixa confiança" sobre essas ameaças específicas.
Autoridades turcas afirmaram que as agências de inteligência do país também não tinham evidências para corroborar a alegação israelense sobre a ameaça à vida de Trump. Serviços de inteligência da Turquia também afirmaram não ter encontrado evidências que corroborassem a alegação israelense de um plano iraniano para atacar o avião presidencial americano durante a saída de Trump de Ancara.
Contexto de retaliação e divergências de inteligência
A comunidade de inteligência dos EUA há muito avalia que o Irã deseja retaliar pelo assassinato do comandante militar iraniano Qassem Soleimani ordenado por Trump em 2020. No início deste ano, as agências de inteligência norte-americanas avaliaram que o Irã não estava desenvolvendo ativamente uma arma nuclear, mesmo com Israel argumentando que Teerã representava uma ameaça urgente.
Trump levou em consideração informações compartilhadas por Israel de que Teerã havia tentado assassiná-lo antes de lançar a campanha militar em fevereiro. A decisão de Donald Trump de autorizar a operação militar "Operation Epic Fury" contra o Irã em 27 de fevereiro de 2026 foi influenciada por relatos de supostas tentativas iranianas anteriores de assassiná-lo, incluindo um alegado complô de 2024 quando ele ainda era candidato.
O premiê israelense Benjamin Netanyahu defendeu junto a Trump, em fevereiro de 2026, um ataque conjunto ao Irã para matar o líder supremo Ali Khamenei. Apresentou inteligência sobre o programa de mísseis iraniano e alegados planos de Teerã para assassinar o presidente americano como parte da argumentação. O secretário de Defesa Pete Hegseth sugeriu publicamente, em março de 2026, que um dos motivos da operação contra o Irã foi vingança.
"O Irã tentou matar o presidente Trump, e o presidente Trump deu a última risada"
A inteligência israelense compartilhou com Washington dados sobre um "plano específico" do Irã para assassinar Trump, o que se somava a uma série de informações recentes sobre supostas ameaças contra o presidente. O alerta mais recente de Israel sobre um novo plano iraniano contra Trump chegou às autoridades norte-americanas em julho de 2026. Teria confirmado um complô que já vinha sendo parcialmente monitorado pelos serviços de inteligência dos EUA.
Fontes americanas relataram que os EUA já recebiam, nas semanas anteriores ao alerta de julho de 2026, informações recorrentes sobre possíveis ameaças contra Trump. Mas o informe israelense se referia a um plano novo, descrito como mais específico do que os anteriores. Autoridades de segurança americanas entraram em alerta após serem informadas pelo serviço de inteligência de Israel sobre um possível plano iraniano para matar Trump, destacando o aumento de tensão entre Washington e Teerã naquele momento.
Acusações de influência política e respostas oficiais
Críticos apontam que a inteligência israelense exerceu forte influência sobre a política externa de Washington. Um porta-voz da embaixada israelense contestou que Israel estivesse usando suas informações de inteligência para influenciar a política dos EUA em relação ao Irã. Rejeitou a tese de manipulação política, argumentando que o país agiu estritamente compartilhando dados críticos de segurança nacional.
"As mesmas pessoas que afirmam que Israel está tentando influenciar a política dos EUA por meio do suposto compartilhamento de informações de inteligência não hesitariam em acusar Israel de ocultar informações críticas se isso beneficiasse seus próprios interesses"
O porta-voz do Serviço Secreto, Anthony Guglielmi, se recusou a discutir questões específicas de inteligência mas afirmou que a agência continua focada na segurança de Trump.
"O Serviço Secreto dos EUA analisa continuamente uma ampla gama de informações para orientar nossas operações de proteção em tempo real e em todos os locais que protegemos"
A Casa Branca e a CIA se recusaram a comentar o assunto. Ex-funcionários dos EUA afirmaram que a CIA tinha "baixa confiança" na alegação israelense de que o Irã planejava derrubar o Air Force One, apesar de o aviso ter levado à manobra secreta em que Trump mudou de aeronave na Turquia.
O episódio evidencia a influência da inteligência israelense sobre as decisões do governo Trump em relação ao Irã, em um momento de tensões elevadas e divergências entre as avaliações das agências de inteligência dos EUA e de Israel. A autorização da operação "Operation Epic Fury" é descrita como fortemente influenciada por inteligência fornecida por Israel, incluindo relatórios sobre conspirações iranianas para assassinar Donald Trump. A Casa Branca e a CIA mantêm silêncio oficial sobre o assunto enquanto o Serviço Secreto reforça seu foco na proteção presidencial.
Esta notícia foi produzida com apoio de inteligência artificial, cruzando informações de: cnnbrasil.com.br, estadao.com.br, g1.globo.com, correiodamanha.com.br.



